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Semana de Arte Moderna


A Semana de Arte Moderna, também chamada de Semana de 22, ocorreu em São Paulo no ano de 1922, entre os dias 11 a 17 de fevereiro, no Teatro Municipal da cidade.1

O governador do estado de São Paulo da época, Washington Luís, apoiou o movimento, especialmente por meio de René Thiollier, que solicitou patrocínio para trazer os artistas do Rio de Janeiro: Plínio Salgado e Menotti Del Picchia, membros de seu partido, o Partido Republicano Paulista.

Apesar do designativo "semana", o evento ocorreu em três dias. Cada dia da semana trabalhou um aspecto cultural: pintura , escultura,poesia, literatura e música. O evento marcou o início do modernismo no Brasil e tornou-se referência cultural do século XX.


Participaram da Semana nomes consagrados do modernismo brasileiro, como Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Víctor Brecheret,Plínio Salgado, Anita Malfatti, Menotti Del Pichia, Guilherme de Almeida, Sérgio Milliet, Heitor Villa-Lobos,Tácito de Almeida, Di Cavalcanti entre outros


Biografia de Mário de Andrade:


Mário de Andrade (1893-1945) nasceu na rua da Aurora, São Paulo, no dia 9 de outubro de 1893. Filho de Carlos Augusto de Andrade e de Maria Luísa. Concluiu o ginásio e entrou para a Escola de Comércio Alves Penteado, tendo abandonado o curso depois de se desentender com o professor de Português. Em 1911 ingressou no Conservatório de Música de São Paulo, formando-se em piano.
Mário de Andrade (1893-1945) foi escritor brasileiro. Publicou "Pauliceia Desvairada" o primeiro livro de poemas da primeira fase do modernismo. Estudou música no Conservatório de Música de São Paulo. Foi crítico de arte em jornais e revistas. Teve papel importante na implantação do modernismo no Brasil. Foi amigo inseparável de Anita Malfatti e Oswald de Andrade. Foi diretor do departamento de Cultura da Prefeitura de São Paulo. Foi funcionário do Serviço do Patrimônio Histórico do Ministério da Educação. Seu romance "Macunaíma" foi sua criação máxima, levada para o cinema.


Obras de Mário de Andrade : 


Há uma Gota de Sangue em Cada Poema, poesia, 1917
Pauliceia Desvairada, poesia, 1922
A Escrava que não é Isaura, ensaio, 1925
Losango Cáqui, poesia, 1926
Primeiro Andar, conto, 1926
Clã do Jabuti, poesia, 1927
Amar, Verbo Intransitivo, romance, 1927
Macunaíma, romance, 1928
Ensaio sobre a Música Brasileira, 1928
Compêndio da História da Música, 1929
Modinhas e Lundus Imperiais, 1930
Remate de Males, poesia, 1930
Música, Doce Música, 1933
Belazarte, conto, 1934
O Aleijadinho, ensaio, 1935
Álvares de Azevedo, ensaio, 1935
Namoros com a Medicina, 1939
Música do Brasil, 1941

Biografia, obras e estilo literário de Oswald de Andrade

Foi escritor e dramaturgo brasileiro ,um dos principais literatos do modernismo no Brasil, José Oswald de Sousa Andrade nasceu em São Paulo no ano de 1890 e viveu até 1954, ano de seu falecimento.

Em 1916 deu inicio ao livro Memórias Sentimentais de João de Miramar. Em 1917 conheceu Mario de Andrade e a partir de então, passaram a trabalhar juntos iniciando movimentos que visavam a Semana de Arte Moderna ,que ocorreu em 1922.

Ainda no ano de 1922, o escritor modernista Oswald de Andrade escreveu o romance Trilogia do Exílio. A partir de então, escreveu outras obras: Estrela de Absinto, A Escada Vermelha, Primeiro Caderno do Aluno de Poesia, etc.

No ano de 1924, Oswald lançou na Europa o movimento nativista Pau-Brasil. Para dar continuidade a este movimento, ele fundou, em 1927, a Revista de Antropologia com seu Manifesto Antropofágico.

Com A Crise da Filosofia Messiânica, ele passou a ser livre Docente de Literatura Brasileira na Universidade de São Paulo.

Além dos livros escritos por ele, Oswald de Andrade foi o precursor de perspectivas totalmente inexploradas pelo teatro brasileiro.

PRINCIPAIS OBRAS:

Romances
Os Condenados (1922), Memórias Sentimentais de João Miramar (1924), Estrela de Absinto (1927), Serafim Ponte Grande (1933), A Escada Vermelha (1934), Os Condenados (l941) - reunindo os livros de 1922,1927 e 1934, constituindo a Trilogia do Exílio, Marco Zero I - Revolução Melancólica (1943), Marco Zero II - Chão (1946).

Poesia
Pau-Brasil (1925), Primeiro Caderno de Poesia do Aluno Oswald de Andrade (1927), Poesias Reunidas (1945).

Teatro
O Homem e o Cavalo (1943), Teatro (A Morta, O Rei da Vela), (1937).

Ensaio
Ponta de Lança (1945?), A Arcádia e a Inconfidência (1945), A Crise da Filosofia Messiânica (1950), A Marcha das Utopias (1966).


Memórias
Um Homem sem Profissão (1954).


Biografia de Victor Brecheret:



Nascido "Vittorio Breheret" numa pequena localidade não distante de Roma, filho de Augusto Breheret e Paolina Nanni, esta última falecida quando o pequeno Vittorio tinha apenas seis anos de idade. Foi abrigado pela família do tio materno, Enrico Nanni, e com sua família emigrou para o Brasil ainda na infância.

No Brasil, tornou-se "Victor Brecheret" e já com mais de trinta anos de idade recorreu à Justiça para inscrever seu registro nascimento tardiamente no Registro Civil do Jardim América (município de São Paulo). Assim Brecheret consolidava a sua nacionalidade brasileira, embora tivesse nascido na Itália. Este tipo de "regularização" era muito comum entre imigrantes italianos na primeira metade do século XX no Brasil.


Victor Brecheret foi um importante escultor ítalo-brasileiro do século XX. É considerado um dos principais representantes da Arte Moderna no Brasil. Teve importante participação, expondo esculturas, na Semana de Arte Moderna de 1922. Grande parte de suas esculturas está exposta em locais públicos, principalmente na cidade de São Paulo. O Monumento às Bandeiras, exposta no Parque do Ibirapuera (zona sul de São Paulo), é uma de suas obras de arte mais conhecidas. Durante sua vida artística ganhou vários prêmios nacionais e internacionais de arte, comprovando seu grande talento artístico.




Principais obras (esculturas)


Despertar
Monumento às Bandeiras
Fauno
Monumento ao Duque de Caxias
Eva
Depois do banho
Diana Caçadora

Morena
Bartira
Ídolo
O Índio e Suaçuapara
Graça I e Graça II
Busto de Alcântara Machado
Via Crucis
Banho de Sol

O Grupo
Relevos
Retrato de Santos Dumont
A Portadora e Perfume

Biografia de Plínio Salgado:

Filho de um coronel e de uma professora, Plínio Salgado nasceu no dia 22 de janeiro de 1895, na cidade de São Bento do Sapucaí, interior de São Paulo. Durante a sua infância, foi uma criança participativa na escola e gostava principalmente de matérias como matemática e geometria. Depois da morte de seu pai, quando tinha somente 16 anos passou a se interessar mais profundamente por filosofia e psicologia. 

Depois de mudar para São Paulo, começou a trabalhar no jornal Correio Paulistano, onde se tornou amigo do poeta Menotti Del Picchia. Participou discretamente da Semana de Arte Moderna, em 1922.

Publica seu primeiro romance, O estrangeiro, em 1926. Depois, na companhia de Cassiano Ricardo, Menotti del Picchia e Cândido Mota Filho, filiou-se ao movimento Verde-Amarelo, a vertente nacionalista do modernismo. No ano seguinte, também com del Picchia e Cassiano Ricardo, lançou o movimento da Anta, no qual exaltava o indígena, particularmente o tupi, como o portador das nossas origens nacionais.

Nesse mesmo ano, publicou Literatura e política, obra em que expressava idéias nacionalistas de cunho fortemente antiliberal e agrarista, inspirada em Alberto Torres e Oliveira Viana. 

Faleceu em São Paulo (Capital), no dia 8 de dezembro de 1975.


Obras publicadas:

O Estrangeiro
A Vida de Jesus
O Esperado
O Cavaleiro de Itararé
A Voz do Oeste
Doutrinas e Táticas do Comunismo
Integralismo Perante a Nação;
Madrugada do Espírito;
O Que é Integralismo;
Psicologia da Revolução;
Quarta Humanidade;
Sacerdos, O Homem Integral e o Estado Integral (Uma introdução à filosofia política de Plínio Salgado), São Paulo, Editora Voz do Oeste, 1987. 

Biografia de Anita Malfatti:

Anita Malfatti foi uma importante e famosa artista plástica (pintora e desenhista) brasileira. Nasceu na cidade de São Paulo, no dia 2 de dezembro de 1889 e faleceu na mesma cidade, em 6 de novembro de 1964.

Anita Malfatti era filha de Bety Malfatti (norte-americana de origem alemã) e pai italiano. Estudou pintura em escolas de arte na Alemanha e nos Estados Unidos (estudou na Independent School of Art em Nova Iorque). Em sua passagem pela Alemanha, em 1910, entrou em contato com o expressionismo, que a influenciou muito. Já nos Estados Unidos teve contato com o movimento modernista.

Em 1917, Anita Malfatti realizou uma exposição artística muito polêmica, por ser inovadora, e ao mesmo tempo revolucionária. As obras de Anita, que retratavam principalmente os personagens marginalizados dos centros urbanos, causou desaprovação nos integrantes das classes sociais mais conservadoras.

Em 1922, junto com seu amigo Mario de Andrade, participou da Semana de Arte Moderna. Ela fazia parte do Grupo dos Cinco, integrado por Malfatti, Mario de Andrade, Tarsila do Amaral, Oswald de Andrade e Menotti del Picchia.

Entre os anos de 1923 e 1928 foi morar em Paris. Retornou à São Paulo em 1928 e passou a lecionar desenho na Universidade Mackenzie até o ano de 1933. Em 1942, tornou-se presidente do Sindicatodos Artistas Plásticos de São Paulo. Entre 1933 e 1953, passou a lecionar desenho nas dependências de sua casa.

Principais obras de Anita Malfatti


A boba
As margaridas de Mário
Natureza Morta - objetos de Mário
A Estudante Russa
O homem das sete cores
Nu Cubista
O homem amarelo
A Chinesa
Arvoredo
Interior de Mônaco 


Biografia de Di Cavalcanti:



Emiliano Di Cavalcanti nasceu em 1897, no Rio de Janeiro, na casa de José do Patrocínio, que era casado com uma tia do futuro pintor. Quando seu pai morre em 1914, Di obriga-se a trabalhar e faz ilustrações para a Revista Fon-Fon.


Antes que os trepidantes anos 20 se inaugurem vamos encontrá-lo estudando na Faculdade de Direito. Em 1917 transferindo-se para São Paulo ingressa na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco. Segue fazendo ilustrações e começa a pintar.

 O jovem Di Cavalcanti freqüenta o atelier do impressionista George Elpons e torna-se amigo de Mário e Oswald de Andrade. Em 1921 casa-se com Maria, filha de um primo-irmão de seu pai. Entre 11 e 18 de fevereiro de 1922 idealiza e organiza a Semana de Arte Moderna, no Teatro Municipal de São Paulo, cria para essa ocasião as peças promocionais do evento: catálogo e programa. 

Faz sua primeira viagem à Europa em 1923, permanecendo em Paris até 1925. Freqüenta a Academia Ranson. Expõe em diversas cidades: Londres, Berlim, Bruxelas, Amsterdan e Paris. Conhece Picasso, Léger, Matisse, Eric Satie, Jean Cocteau e outros intelectuais franceses. Retorna ao Brasil em 1926 e ingressa no Partido Comunista. 

Segue fazendo ilustrações. Faz nova viagem a Paris e cria os painéis de decoração do Teatro João Caetano no Rio de Janeiro.

Faleceu em 26 de outubro de 1976 aos 79 anos , no Rio de Janeiro , RJ.



Principais Obras : 

Pierrete - 1922
Pierrot - 1924
Samba - 1925
Mangue - 1929
Cinco moças de Guaratinguetá - 1930
Mulheres com frutas - 1932
Família na praia - 1935
Vênus - 1938
Ciganos - 1940
Mulheres protestando - 1941
Arlequins - 1943
Gafieira - 1944
Colonos - 1945
Abigail - 1947
Aldeia de Pescadores - 1950
Nu e figuras - 1950
Retrato de Beryl - 1955
Tempos Modernos - 1961
Tempestade - 1962
Duas Mulatas - 1964
Músicos - 1963
Ivette - 1963
Rio de Janeiro Noturno - 1963
Mulatas e pombas - 1966
Baile Popular - 1972
A Última Ceia - 2012




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Geração de 1945


A partir de 1945 inicia-se a terceira fase modernista, representado principalmente pela Prosa, na ocorrendo simultaneamente a publicação de vários contos, crônicas e romances.
 Na prosa Urbana os contos que polarizam e conflituam o individuo e o meio social, destacam-se Dalton Trevisan, Rubem Braga, Lygia Fagundes Telles que também produziu romances.
 A prosa intimista, vai apresentar a sondagem psicológica dos personagens, característica marcante das produções de Clarice Lispector. Destacam-se também Lygia Fagundes Telles e Antônio Olavo Pereira.
 E a prosa regionalista recebeu inovações linguísticas e temáticas vindas de Guimarães Rosa, que publicou seu primeiro livro, Sagarana, recebendo vários prêmios, mais tarde escreveu Grande Sertão: veredas, um romance que deixa claro a temática da vida no sertão. Outros nomes importantes para a Prosa Regionalista foram Herberto Sales, Mário Palmério e Bernardo Ellis. 
Quanto a poesia os poetas de 45 buscaram uma poesia mais “equilibrada e séria” surgindo um poeta singular, não estando filiado esteticamente a nenhuma tendência: João Cabral de Melo Neto.



Clarice Lispector 


Clarice Lispector nasce em Tchetchelnik, na Ucrânia, no dia 10 de dezembro, tendo recebido o nome de Haia Lispector, terceira filha de Pinkouss e de Mania Lispector. Seu nascimento ocorre durante a viagem de emigração da família em direção à América.
Em Clarice especialmente, veremos ainda a eclosão de uma prosa poética que reinventa os limites da produção literária.



Obras



Perto do Coração Selvagem (1943);
O Lustre (1946);
A Cidade Sitiada (1949);
A Maçã no Escuro (1961);
A Paixão segundo G.H. (1964);
Uma Aprendizagem ou Livro dos Prazeres (1969);
Água Viva (1973);
Um Sopro de Vida - Pulsações (1978)

Lygia Fagundes




Lygia Fagundes Telles (1923) nasceu em São Paulo, no dia 19 de abril de 1923. Filha de Durval de Azevedo Fagundes, advogado, passou sua infância em várias cidades do interior, onde seu pai era promotor. Sua mãe, Maria do Rosário Silva Jardim de Moura era pianista. Seu interesse por literatura começou na adolescência. Com 15 anos publicou seu primeiro livro, "Porão e Sobrado". Formou-se me Direito e Educação Física, na Universidade de São Paulo porém, seu interesse maior era mesmo a literatura.

Sua estréia oficial na literatura deu-se em 1944, com o volume de contos "Praia Viva".

Obras de Lygia Fagundes Telles


Porão e Sobrado, contos, 1938
Praia Viva, contos, 1944
O Cacto Vermelho, contos, 1949
Ciranda de Pedra, romance, 1954
Histórias do Desencontro, contos, 1958
Verão no Aquário, romance, 1964
Histórias Escolhidas, contos, 1964
O Jardim Selvagem, contos, 1965
Venha Ver o Por do Sol e Outros Contos, 1987
As Horas Nuas, romance, 1989
A Noite Escura e Mais Eu, contos, 1995
Biruta, contos, 2004
Histórias de Mistérios, contos, 2004
Conspiração de Nuvens, contos, 2007
Passaporte para a China, contos, 2011

Rubem Fonseca


Rubem Fonseca (1925) nasceu em Juíz de Fora, Minas Gerais, no dia 11 de maio de 1925. Estudou Direito na Universidade do Brasil, hoje Universidade do Rio de Janeiro. Entrou para a polícia como comissário do Distrito Policial de São Cristóvão. Trabalhou pouco tempo nas ruas. Era um policial de gabinete, cuidava dos serviços de relações públicas da corporação.
Em 1953, foi escolhido para se aperfeiçoar nos Estados Unidos. Durante esse período fez mestrado em Administração na New York University. Regressou ao Brasil em 1954. Argumentista e roteirista de filmes, exerceu essas atividades ao lado do trabalho na Light do Rio de Janeiro. Em 1958 foi exonerado da polícia, se dedicando integralmente à literatura.
Estreou na literatura com o livro de contos "Os Prisioneiros", em 1963. 

Obras de Rubem Fonseca


Os Prisioneiros, contos, 1963
A Coleira do Cão, contos, 1965
Lúcia McCartner, contos, 1667
O Caso Morel, romance, 1973
Feliz Ano Novo, contos, 1975
A Grande Arte, romance, 1983
Agosto, romance, 1990
Romance Negro e Outras Histórias, contos, 1992
O Buraco na Parede, contos, 1995
História de Amor, contos, 1997
A Confraria dos Espadas, contos, 1998
O Doente Moliére, romance, 2000
Pequenas Criaturas, contos, 2002
Ela e Outras Mulheres, contos, 2006
Axilas e Outras Histórias Indecorosas, contos, 2011

Guimarães Rosa


Guimarães Rosa (1908-1967) foi escritor brasileiro. Foi também médico e diplomata. Sua principal obra, Grandes Sertões Veredas, é considerada uma obra prima da literatura brasileira.
Guimarães Rosa nasceu na cidade de Cordisburgo, Minas Gerais. Formou-se médico em 1930, exerceu a medicina no 9º Batalhão de Infantaria em Barbacena. Foi diplomata entre os anos de 1938 e 1944. Poliglota, falava mais de nove idiomas.
Seus primeiros trabalhos como escritor foram contos, publicados na revista O Cruzeiro, em 1929. A partir de então, vieram livros de coletânea de contos e seu único romance, Grande Sertão: Veredas.

Obras 



Sagarana (1946); 
Corpo de Baile, novela (1956); 
Grande Sertão: Veredas, romance (1956); 
Primeiras Estórias, contos (1962); 
Tataméia – Terceiras Estórias (1967); 
Estas Estórias, contos (1969);
 Ave Palavra (1970).